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Quando duas mulheres se encontram.
De Cristiana Soares. Fui para falar do livro de literatura infantil que lancei recentemente, “Por que Heloísa?”, que conta a história de uma menina com paralisia cerebral e sua incursão no mundo, inspirada na vida da minha filha, Luísa. O livro, pincelado em cores vivas e escrita lúdica, perpassa, entre outras questões, pela acessibilidade física e atitudinal. Entre quatro paredes à prova de som, estavam duas mulheres. Uma de frente para a outra. Uma escaneando a outra. Vi-me refletida nela o tempo todo. No tom da pele do seu rosto. Na sua idade. Na sua fluência mental. Na sua atitude de vida. Duas mulheres semelhantes e diferentes. Enquanto ela falava pausadamente e com suavidade, eu falava rápido como uma criança entusiasmada, entre risos, curtas gargalhadas, alternadas com um toque dramático mexicano. Mãos voavam para todos os lados. Ela, sutil, doce, contida. Porém, igualmente incisiva. Apesar da aparente curiosidade de uma em relação à outra, não foram necessárias perguntas e respostas entre nós duas para sabermos o que temos em comum. Essa percepção foi instantânea. Baseada em trocas rápidas através de mensagens subliminares. Antes do técnico dar o sinal para iniciarmos oficialmente a entrevista, apresentei-lhe minha outra filha, Lorena, que me acompanhava. Descrevi-a como minha assistente visual. Já que com 14 graus de miopia e, mesmo com óculos ou lentes de contato, não enxergo muito as coisas da vida que se vê com os olhos. Preços e prazos de validade, no supermercado, por exemplo. Qualquer palavra ou número que eu precisasse interpretar ali naquele ambiente, com corpo menor do que 24, iria precisar da ajuda de Lorena. Tudo bem que com os óculos ficaria um pouco mais fácil. Mas fui com as lentes, já intencionada a “sair bonita” nas fotos, que foram tiradas pela minha assistente, é claro, porque fazer foco, sem meus fundos de garrafa, nem pensar. A maioria não percebe logo de cara essa minha limitação. Disfarço bem (ultimamente ando dando bandeira), mas só eu sei como me desloco no mundo através do tato, do olfato e da propriocepção. Em noção de espaço eu sou boa. Devo ter algum campo extra-sensorial ao redor do corpo. Mara também estava com sua assistente para ajudá-la, já que não se movimenta com autonomia do pescoço para baixo. Confesso que senti inveja na hora em que ela leu a pauta do programa sem necessidade de graus, a uma distância razoável do papel (o que seria impossível para mim). Aliás, eu a invejo por outros motivos também, mas sinto pudores em escancará-los aqui. Durante a entrevista, Mara se ajeitava mexendo o pescoço. Eu me ajeitava mexendo as pernas. Se largada à própria sorte na natureza nua e crua, Mara não sobreviveria. Mas com o arsenal de tecnologia assistiva que nossa civilização oferece hoje e mais a assistência de outros seres humanos que a circundam, ela não só sobrevive, como faz política, trabalha, escreve para revista, vai ao cinema e namora. É claro que tudo isso tem um custo financeiro. Mas ela é auto-sustentável. Ao contrário da maioria dos cidadãos brasileiros com algum tipo de deficiência. E de muitos que não têm nenhuma. A essa população, Mara se dedica. Para que sua condição particular não seja um privilégio de uma minoria. Inicialmente, entrei na militância inclusiva movida pela minha filha. Hoje estou nela porque respiro. Assim como Mara, para quem respirar sozinha, sem a ajuda de aparelhos, segundo ela me contou logo de início, é uma grande conquista. Hoje, ambas inspiram oxigênio com o propósito de fazer um mundo melhor para TODOS. Não lembro muito do eu que disse durante a entrevista, porque o mais interessante viria depois. Tentar descobrir o que aquela mulher tem de diferente de mim. Mas o tempo foi pouco e a curiosidade continua. Cristiana Soares é escritora convidada do Blônicas e escreve no Blogtalk.e no "Por que Heloísa?" Água de coco.
De Antonio Prata. Quando fui ver, já tinha ficado amigo do coqueiro. Claro que não foi assim, de uma hora pra outra. Leva tempo até a gente se apegar realmente a um vegetal: eles não são muito expansivos, não falam nada e não dão sinais evidentes de afeto. Mas se você prestar bastante atenção, verá que uma boa amizade pode ser cultivada. Literalmente. O coqueiro fica no jardim da casa que, recentemente, comprei em Ubatuba. Confesso que, nas primeiras vezes que fui pra lá, nem dei muita bola para ele. Da última vez, no entanto... Era fim de tarde e eu estava cansado do dia de praia. Sentei na varanda, estiquei as pernas em cima de um murinho, olhei o sol se pondo, o céu vermelho, o mar dourado e, diante desse cenário de calendário de despachante eu já estava quase me convencendo de que a vida era boa e tudo ia dar certo no final. Mas eis que minha atenção foi desviada pelo tal coqueiro. Você deve saber que bastam algumas horas na praia para as coisas irem mudando dentro da gente. Vamos ficando mais calmos, contemplativos, os pensamentos vão se tornando profundos e leves, cadenciados pelo barulho das havaianas batendo no calcanhar, das ondas batendo na praia... A gente fica num meditar tranqüilo como o balanço da rede... (E com vontade de acabar todas as frases com reticências...). Foi nesse espírito que olhei o jardim e, quando dei por mim, já tinha pensado: esse coqueiro é gente fina. É uma árvore desengonçada, magrela, reta e com aquela cabeleira toda desarrumada, lá no alto, que nem o Louco da turma da Mônica. Deve ser um piadista. Um desses caras altos e meio tímidos, mas com um humor afiado. E, cada vez mais empolgado por esse clima hippie-praiano (deve ser a maresia), comecei a pensar: pô, ele é um ser vivo, eu também. Ambos temos que nos alimentar, beber água e respirar. Ambos nascemos e ambos morreremos. Aconteceu de eu ser gente e de ele ser coqueiro, a evolução o levou a fazer cocos e eu a fazer histórias, mas num passado longínquo éramos o mesmo microorganismo. No terceiro dia na praia eu já estava até pensando em abraçar o coqueiro e chamá-lo de meu irmão, mas tive que voltar a São Paulo. Ainda bem. Não sou do tipo que abraça árvores. Não ainda. Hoje à tarde, num dia frio e cinza, senti saudades. Querendo saber mais sobre o assunto, liguei para a Paula, minha amiga bióloga. Tirei-a das profundezas obscuras de seu mestrado e perguntei: Paula, diz aí tudo o que você sabe sobre coqueiros. Durante alguns minutos escutei coisas fabulosas. Por exemplo: na África morrem mais pessoas atingidas por cocos que caem da árvore do que em acidentes aéreos; a carne do coco chama-se endocarpo e, o mais esdrúxulo; a água que a gente bebe é o endosperma. Nesse momento, pedi para ela parar. Era mais informação do que eu precisava. Endosperma? Que coisa é essa? Mudei de assunto, mandei beijos para a família e desliguei. Há coisas que a gente não precisa saber sobre os amigos. Antonio Prata é cronista do Blônicas. A dama dos chics e o rei dos ogros.
De Carlos Castelo. Karl Marx e Sigmund Freud, Adolf Hitler e Napoleão Bonaparte, Jesus Cristo e Sidarta Gautama. Não há dúvidas de que tais encontros, se tivessem acontecido, mudariam a face da História Ocidental. Mas, em minha modesta opinião, o encontro que realmente traria profundas alterações no modus operandi das nações seria entre Hugo Chávez e Glorinha Kalil. Respectivamente, a rainha dos chics e o rei (perdón!) dos ogros. Numa pequena licença poética, o diálogo se daria assim: Hugo Chávez: A senhora pode fazer algo por minha imagem? Glória Kalil: Sim. Porém, no caso do senhor, é preciso começar não pelas suas roupas, ridículas aliás, mas antes pelo seu comportamento em público. HC: A senhora está se referindo ao episódio com aquele rei cabrón? GK: Pois é, fazer o rei mandá-lo calar a boca pode querer dizer que houve exageros de sua parte. Aliás, deixar os outros falarem, não cuspir enquanto diz algo e parar de andar com essa miniconstituição na mão são básicos para a civilidade. HC: Miniconstituição na mão? Qual o problema? GK: O senhor anda de farda vermelha. Com um livrinho na mão, fica parecendo um flamingo evangélico. E, olha essa sua boina... HC: O que tem a minha boina? GK: Ela o deixa com a cara do Jerry Lewis em O Palhaço do Batalhão. HC: Mas é um presente de El Comandante... GK: Essa sua mania de querer ser Fidel é tão brega... HC: Ah, por que no te callas?! Carlos Castelo é cronista do Blônicas. A brava peleja da mulher e da cachaça.
De Xico Sá. Sinopse: cansada de humilhações nos lares, a cachaça vai à forra. Sem perder a elegância jamais, deixa a sua crítica da ressaca moral pura. Acompanhem: - Ou ela ou eu – disse Germana, toda metida no seu vestidinho de palha, no seu Ronaldo Fraga de palha de bananeira. O pobre do cachaceiro ficou passado, perplexo no seu zarolhismo a 45º de graduação alcoólica. Arrastá-lo dos bares era um serviço humanitário tão comum à patroa quanto lavar roupa suja ou discutir a relação envelhecida em barris de estrago. Mas naquele dia tudo seria diferente. Deparou-se logo com a birra da empalhada, que reivindicava, no mínimo, mais gratidão do cachaceiro a quem tanto manguaçara. - Ou ela ou eu - disse de novo, botando fogo pelas ventas. Sem permitir a réplica feminina, dona pinga incendiou mais ainda o ambiente, a Mercearia São Pedro, diga-se, ali no alto da vila Madalena: - Cansei de te derrubar em colo de vagabunda... Embora muito educada, uma fofa, a patroa não suportou a humilhação: - Você está acabando com a vida desse infeliz... Repare só o farrapo humano que virou. - Ah, minha santa, a graça desse bofe sou eu, Bovary ces´t moi. Dou-lhe verve, ânimo, o luxo da coragem, mato-lhe a timidez e os assombros... - Desalmada, destruidora de lares, você acaba com o que sobra desse infeliz... Marquinhos abaixa o portão de ferro. Germana adora aquele barulho. É música, é Mozart, diz, assanhada. Sabe que o bicho pega e cresce o amor incondicional dos homens por ela. “Viagem ao fim da noite”, batizou assim aquele congraçamento entre os machos de boa vontade. Na sua elegância de palha, Germana detesta quando os homens pedem “mais uma”. Ela gosta de ser chamada pelo nome, com devoção, olhinho baixo e tudo. E a peleja continuou: - O que acaba com essa criatura é a tua rabugice, a tua carranca, já te viste no espelho quando acordas? Que cabelo é aquele, dona? - Pois saiba que esse desalmado acorda te maldizendo, numa ressaca miserável, sempre como aquele corvo, never more, never more, never more... - Quando se recompõe volta aos meus caprichos... É um doente por mim, queres devoção maior? - Eu sou a cura... - Tu és mesmo um banho frio, sem alma, bálsamo chinfrim... És tão sólida na vida dele quanto um Sonrisal... - És a ruína desse infeliz... - Apenas não desejo que ele morra cheio de saúde... Já pensou que triste? - Cínica. - Gorda. - Invejosa, enquanto dás a queda eu dou um colo macio e reconfortante... - Se ele erra o prumo de casa é por conta da tua feiúra... - Mas nunca errou o buraco da fechadura... As duas se engalfinham. A mercearia vem abaixo. Marquinhos levanta o portão de ferro. O sol por testemunha de mais uma peleja entre a mulher e a cachaça. Ah, por isso que eu não quero que me faltem essas danadas. Tão passionais, tão iguais, tão donas das nossas quedas e baques. Xico Sá é cronista do Blônicas. Frases sem sentido.
De Henrique Szklo. Quanto mais eu me conheço, mais eu me decepciono com a raça humana. ..................... Os políticos não são corruptos. Nós é que somos certinhos demais. ..................... Nenhuma mãe é virgem. ..................... “Bem-passado, mal-passado ou ao ponto?” – perguntou o carrasco antes de acionar a cadeira elétrica. ..................... Os antigos egípcios, ao preparar suas múmias, retiravam o cérebro da dita cuja pelo nariz, utilizando uma espécie de saca-rolha. Já o homem contemporâneo utiliza a cocaína. ..................... O suicida desiste da vida de forma definitiva. Milhões de pessoas preferem a desistência light. ..................... Eu não acredito em nada que seja crível. ..................... Não existe nada mais sem sentido do que procurar o sentido das coisas. ..................... Não gosto das idéias que tive até hoje. Prefiro mil vezes as idéias que ainda vou ter. ..................... Tudo muda numa velocidade tão grande que eu já não sou mais o mesmo que começou a escrever esta frase. ..................... Nasci para ser filho de rico. Eu fiz a minha parte. Meu pai é que não fez a dele. ..................... Um judeu que não sabe ganhar dinheiro... às vezes acho que fui adotado. ..................... Sempre fui contra o castigo físico na educação de meus filhos. O psicológico é muito mais eficiente. E divertido. ..................... A desilusão é a mãe da maturidade. ..................... “Vocês sabem com quem estão falando? Sabem que é o meu pai?”, disse Jesus ao ser preso pelos romanos, puxando a carteirinha celeste. ..................... Quanto mais o tempo passa, mais me distancio da juventude. ..................... Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Prova de que Ele deve ter um problema seriíssimo de auto-estima. ..................... Todo cafajeste é simpático. É para o simpático que damos um voto de confiança. Portanto é ele quem tem a maior possibilidade de nos desapontar. O antipático já desagrada no primeiro olhar. Não esperamos nada dele. O que vier é lucro. ..................... Nunca conheci um escritor que tivesse palavra. ..................... O problema dos gêmeos siameses é que eles têm duas caras. Henrique Szklo é cronista do Blônicas. Para aquele lugar.
De Tati Bernardi. Você aumenta o I-pod até quase estourar os tímpanos. Aumenta a carga até quase estourar os joelhos. Tati Bernardi é colunista do Blônicas e autora do livro "A Mulher que não Prestava", da Panda Books. Crônica.
De Leo Jaime. Sei que faz tempo que não apareço nestas linhas. A explicação é sincera, ainda que insuficiente; estou gravando um disco novo e, mesmo antes de começar, as idéias viravam novas canções. Esse era o foco. Leo Jaime é cronista do Blônicas. Tenho medo.
De Nelson Botter Jr. Em pleno dia da proclamação da república me deparo com a seguinte notícia: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que não é possível criticar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por falta de democracia e que naquele país o que não falta é "discussão". Lula voltou a defender o presidente venezuelano daqueles que o criticam por querer permanecer mais tempo no poder. Aí me pergunto: estaria nosso presidente já admitindo a possibilidade de um terceiro mandato, ação defendida por muitos petistas que não conseguem encontrar um candidato capaz de vencer as próximas eleições? Estaria Lula afirmando indiretamente que se houver a possibilidade de concorrer a um terceiro mandato, o fará? Estaria o presidente deixando transparecer um movimento para que um terceiro mandato seja viável, se apoiando na suposta democracia do voto? Estaria eu formulando uma simples teoria da conspiração ou o PT mudou seu plano de perpetuação no poder (devido à queda de Zé Dirceu) apostando em mais alguns anos para Lula? Tenho medo, muito medo mesmo, pois a oposição é conivente, vide o teatrinho da CPMF, que no final será aprovada, mesmo com toda a "resistência" dos tucanos e democratas. Não me surpreenderia um conchavo para um terceiro mandato de um mesmo presidente, em troca de dinheiro, favores, cargos e outras mutretas. Tenho medo, pois estamos nas mãos de gente inescrupulosa, da mesma laia do Hugo Chávez, que Lula tanto defende. Tenho medo e acho que você também deveria ter... Nelson Botter Jr. é cronista do Blônicas. Bossa Nova para principiantes.
De Edson Aran. Tenha mulheres! Praias! Barquinhos! 1 – Se você acha que amar é tolice, bobagem e ilusão é Bossa Nova. Se amar foi sua ruína é samba-canção. Se a ingrata deu pro Assum Preto, pro Pintassilgo e pro Ditão é música sertaneja. 2 – Se você acordou de amanhã se sentindo miserável não é Bossa Nova. É blues. 3 – Se a última fileira do teatro consegue te escutar não é Bossa Nova. Se a primeira também não escuta é show do Philip Glass. 4 – Se você vai à praia de tardinha para ver o barquinho é Bossa Nova. Se você só viu barcão, solzão, canção, campeão ou outra coisa terminada em “ão” é samba-enredo. Menos improvisação. Aí é jazz. 5 – Música com maçã, Iansã e febre terçã geralmente é coisa do Djavan. Mas se tiver pau, pedra e um resto de toco é o fim do caminho. 6 – Se você veio da Bahia, mas um dia ainda volta pra lá, a rodoviária fica logo ali. Valeu. 7 – Se você fica deprimido quando pensa no amor é Bossa Nova. Se você pensa no amor e fica deprimido é impotência. 8 – Se você é cantora e mostra o joelho é Bossa Nova. Se mostra a bunda é axé music. Se mostra que só sabe gemer com voz fina e estridente é a Sandy. Ou o Júnior. Uma das duas. 9 – Se as mulheres jogam calcinhas no palco quando você canta, definitivamente não é Bossa Nova. Se você é homem e tira a calcinha no palco é Tropicalismo. Se você é mulher e entra no palco sem calcinha é a Britney Spears. 10 – Se ela passa num doce balanço a caminho do mar é Bossa Nova. Se a sua alegria atravessou o mar é outra coisa. Edson Aran é cronista do Blônicas. Bem pior do que furtar gravatas.
De Milly Lacombe. Já dizia Agamenon: a Igreja só permite a homossexualidade para fins de pedofilia. Mas calma com a ventania. É preciso esperar que se complete a investigação que envolve o imaculado Padre Julio, porque, até lá, a suposta pedofilia (ainda que uma amiga tenha dito que sexo com um rapaz de 15 anos não deveria ser categorizado como pedofilia) será apenas especulação - afinal, ainda não se provou nada, e, contra o padre, por hora, apenas a história de um ex interno da Febem, outra relatada por testemunha sem nome, o aparecimento de mais um suposto abusado e a santa reputação de distúrbio sexual do clero. Portanto, prossigamos com cuidado na recapitulação da saga. Milly Lacombe é cronista do Blônicas. Mais viradas.
De Carlos Castelo. As Viradas Cultural e Esportiva foram um sucesso na cidade. Por que não criar outras? Carlos Castelo é cronista do Blônicas. |