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Uma vida muito janeiro.

De Bianca Rosolem.

Eu sei que é Janeiro. 2010. Quando ando por São Paulo percebo ainda um certo ar de descompromisso típico de final de ano. Muita gente bronzeada e de roupa branca. Todos ainda sorridentes, e talvez um pouco mais educados e pacientes. Afinal, é janeiro e as promessas estão vivas, ainda não sobreveio nenhum evento que por mais uma vez derrotasse toda a força de vontade em cumprir com listas de objetivos para melhoria pessoal.
Em meio a todo esse clima otimista propiciado pelas festas e pelo início de um novo ano, os pretensos novos “Eus” têm-se deparado com tragédias mundiais e locais. Com o clima alterado, e com cidades que são incapazes de suportar os seus maus humores, as enchentes levam patrimônios particulares e históricos embora, e quantas vidas então... .Todos temem a chuva. Tantas crises coletivas pelo Mundo, oriundas de desastres naturais, ou causados pelo nosso próprio ambiente artificial. Como, também, a conjuntura desses dois fatores.
Algumas pessoas se mobilizam a fim de socorrer as vítimas, com doações, ou como possível e acessível. Será que janeiro tenta nos lembrar sobre a necessidade de colocarmos em nossa lista a solidariedade? O cuidado sobre nosso meio ambiente? A atenção a nossa sociedade, e também sobre nossas atitudes em meio dela?
Claro é que não é somente janeiro para se questionar, mas, já que estamos todos com energia e esperança, vale o momento para refletirmos sobre nosso papel como indivíduos, pequenos transformadores sociais, e não apenas em nossos desejos e ambições pessoais.
É isso que está na minha lista hoje.
Bom início de ano a todos!

Bianca Rosolem é cronista do Blônicas.

Escrito por Blônicas às 17h22
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Um domingo, duas gastinhas - Fábula do amor e seu duplo.

De Xico Sá.

minhas duas gatinhas voltaram no mesmo dia; 

a que não era gente ficou, juízo não tinha. 

As duas, porém, me fizeram felizes do mesmo jeito; 

cada uma me fez bater de um lado do peito. 

Uma me deixou nervoso; a outra me fez mais calmo. 

Quando a primeira saiu, não enxerguei a outra a um palmo. 

Precavido, porém, tranquei uma delas em casa; 

perder tem limite, corto-lhe as asas. 

Mas a história foi bem bonita: quando descobri uma das meninas, amor à primeira vista, ela me trouxe a felina, que no futuro ajudaria a diminuir a sua própria falta.  

Xico Sá é cronista do Blônicas.

Escrito por Blônicas às 14h37
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O homem mais bonito do mundo.

De Tati Bernardi.

Uma vez eu conheci o homem mais bonito do mundo. Eu estava sentada no chão de uma festa com pocinhas. Toda festa de jornalista forma pocinhas, pode reparar. E ele veio falar comigo “vai molhar a calça”. Ah, mas vou mesmo.

Se tratava do homem mais bonito do mundo, eu não tinha nenhuma dúvida. Quem poderia ser mais bonito do que ele? Javier Bardem? Não. Basta vê-lo no filme da cólera pra saber o potencial que ele tem pra feiúra. O Brad Pitt? Eu prefiro os morenos. O Jesus Luz? Acho fraco, ele tem aquele lapso de vergonha suburbana no branco dos olhos. Não gosto de homem que se sente devendo algo ao cosmos. Homem que faz pose de topo de cadeia alimentar mas sofre as dores de uma coluna ainda arredondada pelo começo da evolução.

Enfim, tratava-se do homem mais bonito do mundo. E ele veio falar comigo. E eu estava sentada no chão. E ali mesmo trocamos uns beijos e telefones e confissões e eu lembro que, apesar de estar com muito sono e cansaço e desesperança com a vida, fiquei tentando descobrir o que um homem daquele nível supremo de beleza (um metro e noventa, olhos azuis, cabelos castanhos cacheados, ombros que iam até o Chile) tinha visto numa garota bem mediana que estava sentada no chão em um dos dias de menor brilho de sua carreira social.

Apliquei o teste do cotovelo durante o beijo (a leve roçadinha sem querer pra saber se o membro promete ou não promete). Apliquei o teste da sapiência média (você comenta que quando você olha pro abismo, o abismo olha pra você, e espera pra ver se ele tem alguma cultura de filosofia de almanaque). Apliquei o teste da bobeira erudita, uma merda qualquer que você lança no ar tipo “ai que vontade de chafurdar por essas lamas universais” e se o cara for minimamente interessante ele compra a besteira e devolve uma outra melhor ainda. Se ele for um tapado ele ri e fala algo idiota tipo “quero o mesmo que você está tomando” e daí você sabe que está, novamente, sozinho no mundo. Como sempre.

E ele, do alto de sua absurda e dolorosa beleza, foi tirando nota sete e meio em todos os quesitos. Devolveu uma besteira à altura, conhecia frases pessimistas perfeitas para uma noite estrelada e passou com certo louvor no teste do cotovelo.

No dia seguinte, já pela manhã, chegou uma mensagem de texto do homem mais bonito do mundo “quero te ver”. E foi então que resolvi pedir ajuda. Juntei a mulherada em casa. E todas nós, em silêncio, começamos a “googla-lo”. Até que uma foto bem grande, dele só de bermuda, sorrindo, ocupou a tela inteira e o coração de todas nós. Algumas suspiraram. Algumas tiveram ataque de riso nervoso. Uma ficou bem irritada e foi embora. Outras me olharam com a miopia bem apertada tentando descobrir que é que eu tinha pra merecer aquilo tudo. Ele era realmente o homem mais bonito do mundo. Todas concordaram. Não existe homem mais bonito do que esse e talvez nunca existirá. E, ao que tudo indica, trabalhador, com amigos do bem, amante da natureza e das crianças. A ficha.com estava limpíssima. Mas v ocê viu se ele…Vi, vi, sim, ele passou no teste do cotovelo. Burro? Não. Então o quê hein? Pois é, amigas tão honestas, eu também não sei o que ele viu em mim. Tentaram uma última explicação, olhando para os meus pés “ah, vai ver ele gosta de sexo bizarro”. É, vai ver. Outra explicou assim “ah, tem tanto casal que a gente vê e não se conforma”. Pois é.

Fiquei quarenta e sete dias com o homem mais bonito do mundo. Todo mundo olhava pra ele. Homens, mulheres, velhinhos, crianças, cachorros, pombas, formigas. Ele poderia ter qualquer uma das anjinhas da Victoria’s Secret (caso além de perfeito fosse trilhardário também...não era o caso, mas era bem de vida) mas preferia estar comigo. Ele definitivamente não tinha nenhum problema sexual, aliás, muito pelo contrário: fazia parte do seletíssimo grupo de homens que, apesar de não fazer feio em medidas, são adeptos do sexo minimalista (aquele que sabe o valor da delicadeza pontual, ritmada, paciente e amorosa), entendia os filmes do Reserva Cultural e me explicava as palavras mais difíceis das músicas do Radiohead. 

Tudo ia muito bem até que um dia, na fila pra comprar uma bomba de chocolate numa rua de Higienópolis, eu resolvi explodir aquela relação. Ele era tão bonito que me...que me...que...sei lá. Lembro que na hora pensei algo assim “ah, má vá ser bonito assim lá na puta queo pariu”. E ele foi.

Tati Bernardi é cronista do Blônicas.

Escrito por Blônicas às 12h03
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Chega de férias!

A partir de amanhã, dia 20, o Blônicas volta das férias.

Textos, textos e mais textos.

Quem disse que o ano só começa depois do carnaval???

Escrito por Blônicas às 17h17
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