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Manual do viajante do tempo.

De Edson Aran.


Leia antes de sair por aí

Ao viajar no tempo, leve sempre um relógio. Ninguém leva a sério um viajante do tempo que não chega no horário. 

Cuidado! O rio do tempo tem muitos afluentes. Se você pegar o Rio Negro e o Solimões por engano, vai acabar num universo paralelo dominado por cantores sertanejos. 

Lembre-se de não criar paradoxos. Digamos, por exemplo, que você volta no tempo e mata a sua avó. Quando chegar ao presente, seu avô estará morando no puteiro, mas você vai deixar de existir, o que é muito chato – especialmente se a gostosa do marketing finalmente resolveu dar pra você. 

Uma vez no passado, não coma sua mãe. Além de ficar meio pro retardado automaticamente, todo mundo vai te chamar de "modafuca". Você só vai arrumar emprego em filme do Quentin Tarantino ou em clássico do teatro grego. 

A Grécia Antiga é o lugar ideal para aprender conceitos filosóficos. O problema é conseguir sentar no dia seguinte. Mas se você é uma pessoa aberta e livre de preconceitos, visite a decadente Roma de Nero. Só não esqueça de tirar o adesivo "Sou feliz porque sou católico" da traseira da máquina do tempo. 

Fanáticos religiosos e sado-masoquistas serão mais felizes na Idade das Trevas, também indicada a quem sofre de fotofobia. Mas saiba também que o futuro a deus pertence. Quando avançar rumo ao futuro, desvie dos homens-bomba. 

O turista temporal deve tomar cuidado para não se perder. Se você decidiu visitar o Brasil antes de Cabral e desembarcou num lugar idílico, povoado por nobres e bons selvagens que vivem numa utopia socialista, cuidado! –  você provavelmente está num samba-enredo. 

Fique atento à moda. Se todos usam macacões prateados, você está no futuro. Se todos são macacões mal encarados, você está no passado. Ou no futuro. Verifique se o Charlton Heston está por perto. 

Charles Darwin estava certo. Quanto mais para o passado você for, maior a possibilidade de trombar com amebas. Ora, economize dinheiro e vá pra Brasília!

Edson Aran é cronista do Blônicas.

Escrito por Blônicas às 20h09
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O frango ao gengibre do homem quase perfeito.

De Cléo Araújo.


Eu gosto de fechar os olhos e pensar em você grelhando um filé de frango.
Sabe aquele frango, que você fazia com gengibre? Leve toque de mostarda? Delicioso, picante, nem se via que era frango? Pois é, gosto de fechar os olhos e pensar em você passando ele na chapa, dourando um lado de cada vez, fazendo aquele fumacê sensual na cozinha. É uma visão meiga, me enche de paz e me faz salivar, no melhor e menos metafórico dos sentidos.
Acho que percebi que você seria uma coisa estupidamente inesquecível num dia como esses em que se grelham peitos de frango às três da manhã. Lembra? Uma vez foi assim, refeição feliz na madrugada. Você estava sempre com um sorriso no rosto, mesmo com sono. Estava sempre disposto a preparar uma comidinha para alguém mesmo que a matéria prima estivesse congelada. Naquela época, o alguém era eu.
Você me fez ser dessas que gostam de homens que preparam coisas. Que amassam frutas para fazer caipirinhas, parafusam buchas para colocar o pendurador de toalha, instalam fios de extensão para o DVD e assam pães de canela, tudo com o mesmo appeal.
Hoje fechei os olhos e pensei em você cozinhando com aquela camiseta que eu achava curta e que você amava. Você, de camiseta curta fazendo um franguinho, e eu, disfarçando a vontade de assumir o controle do fogão e sumir com aquele trapo velho que você vestia. Fico feliz de nunca ter feito isso. Imagine, não lembrar disso, que dó?
Teve aquele tempo em que a gente ainda não se conhecia. Tempo besta, o mundo era só um lugar abandonado e sem frangos. Ninguém nunca tinha grelhado nada no meio da madrugada para mim. Ainda não havia essas memórias, eu só me lembrava de coisas pouco importantes, como miojo e sucrilhos.
Mas um dia, então, você resolveu que adorava o cheiro de baunilha da minha casa e os meus guardanapos desenhados. E você achava que aquele carinho que eu fazia na sua testa, perto das têmporas, era a sobremesa perfeita. Isso, somado à visão de você preparando a caipirinha, grelhando um frango e me ajudando com as buchas e parafusos de casa, foram as coisas que me fizeram crer que talvez nada mais significativo viesse, um dia, a perfumar de gengibre as minhas memórias. Você sabe... Nada como memórias que cheiram a gengibre...
Agora, por exemplo, são onze da noite. Você deve estar preparando alguma coisinha para alguém.
Penso na sua risada doce e vem de novo aquela certeza de que talvez você fosse o homem quase perfeito.
Não fosse aquela camiseta curta e horrorosa, talvez você fosse.
No melhor e menos metafórico dos sentidos.

Cléo Araújo é cronista do Blônicas.

Escrito por Blônicas . às 17h22
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